Category Archives: Tecnologia

  • 0

Entidades de TI celebram aprovação da PL que libera trabalho terceirizado

O PL 4.302/1998 foi bem recebido pelos associados da Assespro-SP e ABES, entidades que concentram empresas de software e serviços

Computerworld
23 de Março de 2017 – 18h09
Entidades que representam empresas de Tecnologia da Informação no Brasil, usuárias intensivas de profissionais terceirizados para a produção de software e código sob demanda, comemoram a aprovação Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 que libera a terceirização das atividades-fim em empresas.
O texto aprovado na noite de quarta-feira (22) pelo Congresso e que agora vai à sanção do presidente Michel Temer, autoriza o trabalho terceirizado em todas as atividades das empresas e várias atividades do Estado. O PL foi aprovado por 231 votos a favor e 188 votos contrários, oito deputados se abstiveram.
O PL deverá afetar as atividades de tecnologia. A Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) tem apoiado o modelo de contratação, defendendo que se alinha com a forma que o próprio setor de TI opera.
“A partir do momento que o empresariado tem essa opção a mais, que é poder contratar serviços terceirizados para a sua atividade-fim, isso facilitará o setor a aumentar sua cadeia produtiva”, defende Eduardo Nistal, presidente da Assespro-SP.
Na visão da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), a regulamentação também beneficiaria o setor de tecnologia no País.
“A terceirização é um fato. Ela já existe e está enraizada, em alguns ramos mais e outros menos. Mas como existia uma divergência de interpretação em relação ao que é considerada atividade meio e as chamadas atividades-fim, isso gerava uma infinidade de conflitos. A regulamentação vem para reduzir esses conflitos, uma vez que autoriza legalmente que empresas terceirizam sua operação”, explica o diretor Jurídico da entidade, Dr. Manoel Antônio dos Santos.
A legislação atual veda a terceirização da atividade-fim (aquela para a qual a empresa foi criada) e prevê que a prática possa ser adotada em serviços que se enquadrarem como atividade-meio, ou seja, aquelas funções que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa.
Deputados da oposição e sindicatos criticam a medida, dizendo que ela fragiliza e precariza as relações de trabalho e achata os salários. O que se critica aqui é que o projeto gera mais insegurança jurídica no mercado de trabalho e o receio é que ocorrerá uma substituição de contratos indeterminados por temporários.
Nistal rebate e diz que a medida tende a beneficiar o mercado como um todo, uma vez que, segundo ele, abre a possibilidade do empresariado aumentar a sua produtividade e logo, a oferta de empregos.
“Eu não tenho dúvida que, em seis meses, quando começar a refletir os primeiros efeitos [da aprovação da terceirização] que os postos de trabalho vão aumentar”, ressalta. “A oposição defende que a terceirização vai acabar com o modelo CLT. Mas eu penso que é um modelo complementar, acho que agora fica mais democrático. Tanto o contratante quanto o contratado podem negociar isso, se a melhor forma de efetivar o serviço é no formato CLT ou terceirização. Ainda mais no setor de TI, onde os profissionais tem condições de negociar isso”, complementa o presidente da Assespro-SP.
Já Santos, da ABES, acredita que a própria concorrência tratará de prevenir a precarização dos contratos e contratados.
“A concorrência por bons profissionais do mercado vai ser o fator que define a precarização. Estamos em um país de livre iniciativa, concorrência e contratação. O mercado é muito grande. Se você quiser contratar um especialista, eu vou ter que disputá-lo com uma empresa grande, com uma pequena. E para que eu consiga isso, eu vou ter que oferecer uma remuneração estimulante, benefícios, a mesma realidade que rege as atividades-fim”, pontua.
Sobre possíveis efeitos colaterais da terceirização, Nistal reconhece que algumas empresas podem se beneficiar do novo modelo para retenção de custos, mas acredita que será “um porcentual pequeno”. “Acredito que a maioria usará para aumentar o seu quadro produtivo”.
Entenda o PL que autoriza a terceirização
O Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 estabelece a responsabilidade subsidiária da empresa contratante em relação aos terceirizados. Significa que a contratante é responsável por obrigações trabalhistas referentes ao período do trabalho temporário, incluindo o recolhimento das contribuições previdenciárias. A redação anterior da Câmara previa a responsabilidade solidária.
Segundo a Agência Câmara, na responsabilidade subsidiária, os bens da empresa contratante somente poderão ser penhorados pela Justiça se não houver mais bens da fornecedora de terceirizados para o pagamento da condenação relativa a direitos não pagos. Na solidária, isso pode ocorrer simultaneamente. Contratante e terceirizada respondem ao mesmo tempo com seus bens para o pagamento da causa trabalhista.
Em relação ao contrato entre as empresas (tomadora e prestadora), o texto do Senado mantém como cláusulas o prazo e o valor do contrato; acrescenta necessidade de versar sobre a segurança e a saúde do trabalhador; e retira o valor da remuneração dos trabalhadores e as previsões de uma forma de fiscalização do pagamento de obrigações trabalhistas e previdenciárias e de multa pelo descumprimento dessas obrigações.
Já as obrigações previdenciárias deverão seguir a regra estipulada na Lei 8.212/91, que prevê o recolhimento de 11% da fatura de serviços de cessão de mão de obra a título de contribuição previdenciária patronal. Esse recolhimento é feito pela empresa contratante e descontado do valor a pagar à empresa de terceirização.
Na prática, a empresa terceirizada será responsável por contratar, remunerar e dirigir os trabalhadores. E a empresa contratante deverá garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados.
Foi aprovado também o parecer que exclui do texto a anistia para as empresas – tanto contratantes quanto de terceirização – relativa a multas e penalidades impostas com base na legislação modificada e não compatível com a nova lei.
E o dispositivo que permite à empresa de terceirização subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho a ser realizado por seus trabalhadores nas dependências da contratante. Esse artifício é apelidado de “quarteirização”.
Procurado pela redação do IDG Now!, o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SindPD) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que ainda não possuía um posicionamento oficial sobre o tema até o fechamento desta matéria.
 
                                           

  • 1

Politica de Segurança da Informação (PSI)

Quando falamos em segurança da informação para ambientes de TI corporativo, a primeira coisa que precisamos pensar é na Politica de Segurança da Informação (PSI). A PSI é um documento que normatiza e disciplina o uso dos recursos tecnológicos na organização, também conhecido em algumas empresas como código de ética.

A PSI precisa ser aprovada pela alta direção da companhia e deve refletir o pensamento e a cultura da organização e proteger os ativos de informação da empresa. A PSI precisa também estar alinhada com o plano de continuidade do negócio.

É fundamental que a PSI esteja baseada nas normas ABNT vigentes e atualizadas para que tenha respaldo legal e proteja a empresa de questões judiciais referente a invasão de privacidade ou abuso de autoridade.

A PSI precisa declarar de forma clara e inequívoca o que pode e o que não pode ser feito no ambiente de TI, as regras para manipulação e transferência da informação dentro do ambiente da organização e para fora da organização.

Através de uma PSI simples, clara e abrangente o pessoal de TI, os gerentes operacionais e os Gerentes de RH podem criar Procecimentos Operacionais Padrão (POP) e Normas Operacionais Padrão (NOP) que irão disciplinar a aplicação prática no dia a dia da organização, como por exemplo o bloqueio ou não de sites, a autorização ou não de uso de MSN, MP3, radios pela internet, uso de e-mail pessoal, uso de pen-drives etc.


  • 0

Utilize as mídias sociais para turbinar o seu negócio

 
Café Partner Brasil esteve na Campus Party, o maior evento de tecnologia e internet do mundo, para acompanhar as tendências destes segmentos com exclusividade para os parceiros Microsoft. Como mostramos no post da semana passada redes sociais, mobilidade e tecnologia na nuvemestão entre os temas mais quentes do momento.
Mas como aproveitar as plataformas sociais de maneira efetiva no seu negócio? Acompanhamos diversas mesas de discussão na área de Mídias Sociais com alguns dos profissionais mais experientes do mercado para trazer para você dicas sobre como utilizá-las em sua empresa. O jornalista e colunista de tecnologia do portal IG, Tiago Dória, mediou a mesa “As redes sociais são a nova Las Vegas”. Os participantes destacaram que as novas tecnologias de comunicação permitem aos usuários falar sobre assuntos pelos quais são apaixonados em uma profundidade que antes não era possível em um veículo de massa.
Para Ian Black, consultor de projetos de mídias sociais da Infoglobo, a grande vantagem da internet é o fato do meio permitir um registro. Ou seja, você sabe o que seu cliente falou sobre você. “Nas outras mídias não temos isso, é impossível saber o que o cliente achou daquela comunicação instantaneamente”, explica o consultor. Já em uma ação em redes sociais, quando é possível interagir, a opinião do cliente pode ser tanto positiva quanto negativa, neste último caso é possível que haja a tentação de literalmente apagar o comentário negativo do usuário. Os especialistas alertam: não faça isso. A transparência é essencial na comunicação, principalmente na web, um meio tão dinâmico. Se sua empresa for alvo de um comentário negativo, responda ao seu cliente de maneira educada e sincera. Este tipo de atitude será muito bem vista na rede.
Se você está se perguntando agora por que investir tempo e dinheiro em redes sociais, a resposta é simples. Porque seu público já está lá e esta é uma ótima oportunidade de conversar com ele. Cerca de 90 milhões de brasileiros têm acesso à internet e 80% destes usuários possuem perfis ativos nas redes. Para Fábio Ricotta, especialista em otimização de sites, um bom conteúdo é um dos segredos para posicionar-se bem na web e ter sucesso em um projeto de mídias sociais. O profissional também esteve na Campus Party e apresentou uma palestra sobre otimização para blogs, clique aqui para ter acesso ao conteúdo. Confira abaixo um guia rápido preparado pelo Café Partner Brasil com base nas dicas de especialistas para iniciar uma ação em redes sociais.
1. Estude quais as melhores redes para seu objetivo
Você não precisa estar em todas as redes sociais.
Uma boa ação de relacionamento demanda tempo e foco. Estude os números e perfis de usuários em cada plataforma antes de definir em quais redes você estará. A comScore é uma boa fonte de dados.
2. Aposte em bom conteúdo
Seus clientes serão conquistados com base em bom conteúdo, se você falar apenas de sua empresa ou seus produtos vai espantá-los e este não é seu objetivo. Encontre temas relevantes para sua audiência em que você possa encaixar sua mensagem.
3. Aproveite as ferramentas disponíveis
Utilize todas as soluções ao seu alcance para potencializar sua ação nas redes sociais. Faça uma ação cruzada divulgando seus perfis das mídias sociais no Pinpoint e também publique em seus canais seu espaço no Pinpoint. Não se esqueça de inserir os links de seus perfis nas assinaturas do seu e-mail e em seu site.
4. Defina os responsáveis

Como em qualquer projeto é preciso que existam responsáveis por cada tarefa nesta empreitada de sua empresa. Isso é importante para evitar que perfis sejam criados e fiquem desatualizados e abandonados, nada pior para a imagem de uma marca.
5. Espalhe a sua marca com um bom bate-papo

Redes sociais são feitas por pessoas e elas adoram conversar. Incentive isso em sua rede, é isso que as pessoas buscam quando criam perfis em mídias sociais. Não se esqueça de fazer isso também em sua rotina, tire um tempo para conversar com aquele cliente que não aparece faz tempo, conheça mais pessoas em eventos. Aumentar sua rede de relacionamento, dentro e fora da web, com certeza essa atitude impulsionará o seu negócio!
Fonte : Café Partner

  • 0

Robôs e algoritmos poderão substituir até o trabalho de CEOs

Category : Gestão , Tecnologia

Estudo da McKinsey indica que a análise de relatórios e dados para tomar decisões, por exemplo, poderá ser realizada por algoritmos. Ao todo, um quarto do trabalho dos CEOs poderá ser automatizado
O uso de robôs e algoritmos para aprimorar a produção, logística e outros setores vitais de empresas não é apenas uma realidade como o avanço tecnológico está prestes a abrir uma nova era da automação. Um estudo recente da consultoria McKinsey confirma essa premissa ao apontar que cerca de metade das atividades hoje realizadas por humanos também será automatizada até 2055 — o equivalente a US$ 16 trilhões em salários.
Mas, apesar da ascensão dos robôs, o estudo afirma que a relação entre homens e máquinas não será de conflito. Ao contrário, isso porque menos de 5% das atividades humanas podem ser totalmente automatizadas, segundo a consultoria. Cerca de 60% de todas as ocupações têm ao menos 30% de atividades que podem ser feitas por máquinas. Ou seja, mais profissões serão modificadas do que extintas.
O relatório da McKinsey afirma também que o uso de robôs ainda melhora a performance dos negócios ao reduzir erros e elevar a produtividade, atingindo patamares que a capacidade humana não seria capaz de alcançar. Para se ter uma ideia, o estudo estima que a automação tenha potencial para elevar o PIB global entre 0,8% e 1,4% anualmente.
Os efeitos da automação também não ficarão restritos ao chão de fábrica. Segundo a McKinsey, até os CEOs terão seu trabalho afetado: a análise de relatórios e dados para tomar decisões, por exemplo, poderá ser realizada por algoritmos. Ao todo, um quarto do trabalho dos CEOs poderá ser automatizado.
O cenário brasileiro segue a mesma tendência. A consultoria estima que, considerando-se apenas a economia formal, o potencial de automação no país seja de 50%, o que afeta 53 milhões de empregados. Os setores industrial e varejista são os que têm o maior número de processos que poderão ser modificados pelo uso de softwares ou máquinas inteligentes — o que atingiria mais de 20 milhões de postos de trabalho.
No Brasil e no restante do mundo, garantir que a convivência entre homens e máquinas seja de fato pacífica exigirá mudanças no ensino. É preciso repensar o currículo para educar pessoas com as habilidades que realmente serão necessárias no futuro – como programação, robótica e serviços para uma população cada vez mais velha.